Grupo M. Quintão - Investimentos , Participações e Consultoria
04/05/2010-15:47:34
O Preço da Limpeza

No universo de liberdade de criação com o surgimento de empresas genéricas que se auto-intitulam indústrias químicas de sanitizantes o quanto você acha que deve pagar pela higienização de sua empresa?

Acontece, que os TRT’s de todo o Brasil se encontram inundados de processos trabalhistas oriundos do uso de materiais de higienização sem o devido controle. Desinfetantes, desengraxantes, ceras e anti-sépticos contaminados são fontes freqüentes de microorganismos envolvidos em surtos de infecções e doenças dermatológicas. Diversas situações nas rotinas de aquisição, estocagem, manipulação e distribuição interna de desinfetantes podem alterar a qualidade do higienizante e de outras substâncias utilizadas dos serviços de limpeza de sua empresa.

Com a “tsunami” mundial chamada Gripe Suína é inevitável à utilização do álcool para a desinfecção. Entre os cuidados necessários para garantir a qualidade deste álcool, assim como a de todos os anti-sépticos e desinfetantes, deve-se incluir sempre a verificação do responsável técnico, além do indispensável registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e análise do laudo técnico de fabricação contendo os testes físico-químicos e suas comparações com a farmacopéia brasileira.

Apesar da exigência legal, ainda é freqüente por parte das empresas de saúde, órgãos públicos e consumidores finais a aquisição de desinfetantes e anti-sépticos sem registro. Consumir materiais de limpeza fabricados fora dos padrões sanitários, além de ser uma falsa economia nos custo, pode representar graves riscos à saúde. Para evitar O consumo e proliferação desse produto ilegal, a Anvisa, o MP e o Poder Executivo vem realizando ações educativas locais, seguindo os modelos legislativos dos países de Primeiro Mundo. O Legislativo Estadual, bem como as Câmaras Municipais tem tentado se adequar aos sistemas de higienização responsável. Já é sabido que de todos os pacientes que dão entrada nos pronto-socorros vindo do trabalho com mal-estar 40% são vítimas de intoxicação.

Aqui no Espírito Santo como em todos os locais do Brasil acontece com freqüência a venda de tais produtos em feiras livres, em grandes empresas e muitas vezes nos restaurantes de alto padrão.

Embora, os vigilantes olhos do Ministério Público Estadual, o MP, como verdadeiros “paladinos da justiça”, fiscalizam incansavelmente todas as suas frentes legais, apesar de muitas vacâncias e hiatos em nossa legislação.

O posicionamento de responsabilidade social na higienização, além de hoje ser uma realidade é interveniente na concretização das metas nacionais no que concerne a área de limpeza. Só para você ter uma idéia no quanto mudou em nossa rotina com o advento da famigerada Gripe Suína: 11,6% das pessoas do ES deixaram de comer carne suína, 6,7% desistiram de viajar e 4,5% adiaram alguma viagem, entre eles, 13,5% de mulheres com ensino superior e 11% da classe A e B.

Conclui-se que, para que haja um melhor aproveitamento, redução imediata no custo-benefício dos anti-sépticos, higienizantes, dos desinfetantes, é necessário que além do aspecto financeiro o consumidor (comprador) veja os produtos adquiridos tenham registro na Anvisa, venham com laudos e disponham de um responsável farmacêutico para sua avaliação, aquisição e possível feedback.

É muito importante o envolvimento de toda a sociedade na promoção da educação e conscientização da comunidade, pois assim o preço da limpeza nunca vai sair caro.

 

Dr. Mauro Quintão


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